>Melhor até que o tri de Oliveira

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Com a vitória ante o Olhanense (3-0) – primeira derrota caseira da equipa de Olhão -, André Villas-Boas já fez melhor do que o FC Porto tricampeão com António Oliveira (1996/97) e o Benfica de Sven-Goran Eriksson (1983/84). Na época em os azuis e brancos alcançaram o primeiro “tri” e derrubaram uma barreira psicológica que haveria de os transportar até ao pentacampeonato, António Oliveira veriam os dragões soçobrarem em casa, diante do Salgueiros (2-1), enquanto o Benfica de Eriksson acabaria travado, nas Antas, contra o FC Porto (3-1). Curiosamente, as derrotas que estabeleceram estas marcas históricas surgiram sempre à 21ª jornada, pelo que André Villas-Boas conseguiu abater mais um “fantasma” pelo caminho que espera ver terminado com a conquista do título de campeão. E assim pode continuar a desafiar as estatísticas.
A meta que surge agora pela frente é o feito de Jimmy Hagan alcançado com o Benfica campeão em 1972/73, com um percurso de 30 jornadas do campeonato sem sofrer qualquer derrota, totalizando 28 vitórias e apenas dois empates. Ao vencer o Olhanense, este FC Porto mantém-se em condições de conseguir igualar o treinador inglês. Anteontem, os dragões somaram a nona vitória consecutiva em jogos da I Liga, elevando o balanço actual para 19 vitórias e dois empates. Este será apenas mais um factor de motivação extra para as nove jornadas que restam, ainda que, no lançamento da deslocação ao Algarve, Villas-Boas tenha deixado o aviso que mais do que desafiar as actuais estatísticas, ao FC Porto interessa conquistar um campeonato, que ganha mais ênfase, tal a necessidade de responder com a mesma moeda a um Benfica detentor do título. Prosseguindo na análise aos números: a vitória em Olhão valorizou ainda mais André Villas-Boas não só por ter ultrapassado os feitos de Oliveira e Eriksson, mas também pelo facto de o FC Porto ter passado a ser a única equipa da Liga que ainda não sofreu qualquer derrota fora de casa, desde o início deste campeonato, vencendo em todas as jornadas (11) com 32 golos marcados e apenas cinco sofridos.
Segundo as contas de Villas-Boas, depois da vitória em Olhão, falta vencer quatro “finais” para pôr uma mão no título. Ora o próximo adversário é o Guimarães, precisamente um dos emblemas – o Sporting foi o outro – que conseguiu subtrair pontos aos azuis e brancos, com um empate no “D. Afonso Henriques”, à 7ª jornada da Liga ZON Sagres.

21

Em 21 jornadas, a equipa de André Villas-Boas conseguiu 19 vitórias e dois empates. Com estes números, o português está em condições de igualar o feito de Jimmy Hagan, com o Benfica de 72/73

9

Ao derrotar o Olhanense, o FC Porto alcançou a nona vitória consecutiva no campeonato, desde o empate em Alvalade à 12ª jornada.

11

Ao derrotar o Olhanense, o FC Porto passou a ser a única equipa do campeonato que nunca perdeu perante o seu público e já lá vão 11 jornadas. Para tal, os homens de Villas-Boas marcaram 32 golos e sofreram apenas cinco.
49
Com os três golos marcados aos algarvios, o ataque portista mantém-se como o mais concretizador da Liga Zon Sagres, com 49 golos marcados em 21 jornadas, o que se traduz numa média de cerca de 2,3 golos por jogo. Em termos defensivos, o balanço actual também não poderia ser melhor, já que tem apenas sete golos sofridos.

Fama e sucesso custam a gravata

Havia quem colocasse reticências à aposta num treinador tão jovem e com apenas 23 jogos na I Liga, mas se não foram os sorrisos que ajudaram a que hoje seja o incontestável treinador do FC Porto, a simpatia, para além dos resultados, terá ajudado para que a relação do treinador com os adeptos portistas toque a perfeição.
Depois da vitória de anteontem, em casa do até então invicto Olhanense, André Villas-Boas viveu mais um momento da fama e do sucesso que a ligação ao FC Porto lhe tem proporcionado. Interpelado por um adepto portista de Olhão, o treinador foi confrontado com o inusitado e pouco habitual pedido “dá-me o teu casaco”, frase já vista em cartazes e bancadas um pouco por todo o Portugal, mas com a qual o treinador teve de lidar de viva voz. “Eh pá, o casaco não”, começou por dizer para, sem se deter, acrescentar a proposta da gravata.
Ora, como o treinador do FC Porto ia a caminho da conferência de Imprensa, que se seguiu ao triunfo por 3-0, propôs ao adepto que esperasse que um funcionário do FC Porto fosse ao balneário buscar a gravata que utilizara durante o jogo com o Olhanense. Seguiram-se curtas e bem dispostas negociações entre adepto e treinador, acabando o acordo por ser alcançado quando Villas-Boas aceitou ir ele próprio ao balneário buscar a tal gravata, forma encontrada para compensar a resposta negativa ao pedido do casaco.
Recebida e autografada a gravata, o adepto ficou com uma história para contar. Aliás, logo fez questão de a contar aos jornalistas.

A viagem ainda continua curta mas está repleta de histórias

Estreou-se como treinador na I Liga já decorria a época passada, aceitando o convite da Académica à sétima jornada, chegou ao FC Porto no Verão e perante algumas dúvidas André Villas-Boas lá foi construindo um caminho de muitas vitórias, alguns recordes e até já com um troféu, a Supertaça. Depois de ter aberto o campeonato com uma vitória em casa da Naval, fez história ao vencer o Benfica, por 5-0, no Estádio do Dragão e igualou o feito de José Mourinho ao vencer em Sevilha, somando a oitava vitória numa época de competições europeias.
in “ojogo.pt”
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